domingo, 26 de setembro de 2010

Saramago e as privatizações

"Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos."

José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148

sábado, 18 de setembro de 2010

teoria para uma vida limpeza do sesé

Meu amigo sesé diz que pensar positivo, atrai bons fluídos.
Eu argumentei que para mim, eram probabilidades.
Mas disse a ele que iria experimentar.
Vamos ver se pensar positivamente supera a tensão que precede um erro.

domingo, 5 de setembro de 2010

O paradoxo das grandes cidades

A tal da cidade grande é algo curioso.
Cada vez mais, há menos sinais de natureza.
Árvores dão lugar ao concreto e ao aço.
Poucos animais. Silvestres? Nem pensar.

No entanto, seguindo um fluxo contrário desse suposto "progresso", o bicho homem vem mostrando sua faceta animalesca. Bicho este, selvagem e cada vez menos racional.

Desenvolvimento científico e tecnológico toma um rumo contrário do desenvolvimento das faculdades humanas. Lamentável.
Contradição, a gente vê por aqui.

buzão da alegria

83 - Sejam bem vindos. Jesus te ama.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

amor e burocracia

Entendo que, o namoro, e mais ainda o casamento, nada mais é do que a burocratização do sentimento, que por vezes nem é amor, uma vez que as pessoas insistem em confundir-lo com uma mera paixonite aguda.

Pensei no termo "oficialização" ao invés de "burocratização", mas o sentimento é oficializado na medida em que passa a existir e é posto em prática. E que amor pobre seria esse, se precisasse de um mero status para ser legitimado.

Ao meu ver, quando a pessoa é livre para amar, ela encara o sentimento como uma "diversão", um "hobby", ela exercita o sentimento porque gosta. Quando namora ou casa, a pessoa passa a encarar o sentimento como um "trabalho", ela exercita seu sentimento porque vive envolto num relacionamento que cobra esse exercício. E convenhamos, fazer as coisas por diversão, é muito melhor do que por obrigação.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

crack

Perambulando entre os carros, enquanto o sinal permanece no vermelho. No vermelho, assim como sua vida. Com a mão estendida, mendigando alguns trocados para sustentar seu vício amarelado. Antes fosse verde. O boné de branco, passou a preto de tão sujo. Assim como suas roupas, imundas e rasgadas. A barba imensa e os chinelos gastos viram meros detalhes. O contorno dos ossos marcados na pele são um presságio de mais uma tragédia.

Mas as pessoas preferem fechar os olhos, assim como fazem com os vidros de seus carros.
Maldito crack.

sábado, 10 de julho de 2010

Copa 2014

Pra começar, priorizar uma Copa do Mundo, num país como o Brasil, entendo se tratar de um pensamento egoísta e elitista, ou no mínimo, ingênuo.

Ingenuidade pensar que essa copa não será uma das maiores "farra do boi" da história desse país impregnado pela corrupção. Egoísmo pois, para muitos, os fins justificarão os meios.

Os pomposos gozam de "privilégios" como escola particular e plano de saúde, logo, foda-se o país precisar de um sistema de educação e saúde públicos de qualidade.
Coloquei "privilégios" entre aspas, pois nossa carga tributária é grande, e mesmo assim, quem quer ter saúde e educação de qualidade, tem que desembolsar mais uma grande quantia, ou seja, paga imposto dobrado. E pagar imposto dobrado para ter algo de qualidade, quando você devia ter "de graça" é, no mínimo, estranho.

Ingenuidade pensar que uma copa do mundo irá corrigir todas essas mazelas estruturais. Nunca ouvi falar que nas exigências da FIFA constavam melhorias no sistema de saúde, no sistema educacional e em infra estrutura como saneamento básico, por exemplo.

Daria para eu escrever mais umas mil linhas que justificassem minha posição, mas esse assunto me irrita. Então, tchau.