Entendo que, o namoro, e mais ainda o casamento, nada mais é do que a burocratização do sentimento, que por vezes nem é amor, uma vez que as pessoas insistem em confundir-lo com uma mera paixonite aguda.
Pensei no termo "oficialização" ao invés de "burocratização", mas o sentimento é oficializado na medida em que passa a existir e é posto em prática. E que amor pobre seria esse, se precisasse de um mero status para ser legitimado.
Ao meu ver, quando a pessoa é livre para amar, ela encara o sentimento como uma "diversão", um "hobby", ela exercita o sentimento porque gosta. Quando namora ou casa, a pessoa passa a encarar o sentimento como um "trabalho", ela exercita seu sentimento porque vive envolto num relacionamento que cobra esse exercício. E convenhamos, fazer as coisas por diversão, é muito melhor do que por obrigação.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
crack
Perambulando entre os carros, enquanto o sinal permanece no vermelho. No vermelho, assim como sua vida. Com a mão estendida, mendigando alguns trocados para sustentar seu vício amarelado. Antes fosse verde. O boné de branco, passou a preto de tão sujo. Assim como suas roupas, imundas e rasgadas. A barba imensa e os chinelos gastos viram meros detalhes. O contorno dos ossos marcados na pele são um presságio de mais uma tragédia.
Mas as pessoas preferem fechar os olhos, assim como fazem com os vidros de seus carros.
Maldito crack.
Mas as pessoas preferem fechar os olhos, assim como fazem com os vidros de seus carros.
Maldito crack.
sábado, 10 de julho de 2010
Copa 2014
Pra começar, priorizar uma Copa do Mundo, num país como o Brasil, entendo se tratar de um pensamento egoísta e elitista, ou no mínimo, ingênuo.
Ingenuidade pensar que essa copa não será uma das maiores "farra do boi" da história desse país impregnado pela corrupção. Egoísmo pois, para muitos, os fins justificarão os meios.
Os pomposos gozam de "privilégios" como escola particular e plano de saúde, logo, foda-se o país precisar de um sistema de educação e saúde públicos de qualidade.
Coloquei "privilégios" entre aspas, pois nossa carga tributária é grande, e mesmo assim, quem quer ter saúde e educação de qualidade, tem que desembolsar mais uma grande quantia, ou seja, paga imposto dobrado. E pagar imposto dobrado para ter algo de qualidade, quando você devia ter "de graça" é, no mínimo, estranho.
Ingenuidade pensar que uma copa do mundo irá corrigir todas essas mazelas estruturais. Nunca ouvi falar que nas exigências da FIFA constavam melhorias no sistema de saúde, no sistema educacional e em infra estrutura como saneamento básico, por exemplo.
Daria para eu escrever mais umas mil linhas que justificassem minha posição, mas esse assunto me irrita. Então, tchau.
Ingenuidade pensar que essa copa não será uma das maiores "farra do boi" da história desse país impregnado pela corrupção. Egoísmo pois, para muitos, os fins justificarão os meios.
Os pomposos gozam de "privilégios" como escola particular e plano de saúde, logo, foda-se o país precisar de um sistema de educação e saúde públicos de qualidade.
Coloquei "privilégios" entre aspas, pois nossa carga tributária é grande, e mesmo assim, quem quer ter saúde e educação de qualidade, tem que desembolsar mais uma grande quantia, ou seja, paga imposto dobrado. E pagar imposto dobrado para ter algo de qualidade, quando você devia ter "de graça" é, no mínimo, estranho.
Ingenuidade pensar que uma copa do mundo irá corrigir todas essas mazelas estruturais. Nunca ouvi falar que nas exigências da FIFA constavam melhorias no sistema de saúde, no sistema educacional e em infra estrutura como saneamento básico, por exemplo.
Daria para eu escrever mais umas mil linhas que justificassem minha posição, mas esse assunto me irrita. Então, tchau.
domingo, 27 de junho de 2010
Ah, a educação... pt 2.
Lidar com gente, repito, não há nada mais doido do que isso. E se for tentar compreender o que se passa na cabeça das pessoas, como eu faço, fica mais doido ainda. Mas isso é bom, aumenta o desafio.
As vezes analiso tanto os outros, que me coloco em segundo plano. Quando aluno, nunca fui de gostar de coordenadores, e hoje estou do outro lado. No entanto, preciso relembrar a mim mesmo que não estou reproduzindo o que vi enquanto discente.
Busco diariamente o tão sonhado "diálogo", que tantas vezes li nos textos da Universidade, mas que na prática de muitos educadores, fica só nos textos e nas teorias acadêmicas. Além do diálogo, outra meta é conseguir uma relação mais próxima possível da amizade, uma vez que ela é conseqüência da identificação, no mais singelo aspecto, entre os sujeitos. A amizade gera um respeito sem ser imposto, natural, por isso é tão importante.
As vezes paro e reflito sobre minhas práticas, e penso se estou obtendo êxito. Nessa hora sou muito duro comigo mesmo. Mas no momento que vejo a satisfação no rosto de alguns só em me ver, quando me procuram para apenas conversar feito amigos, ou buscam meu ombro para chorarem suas frustrações... isso me faz crer que estou conseguindo, sim, alcançar algumas metas.
Trabalhar na educação é isso: temos que matar um leão por dia, mas a recompensa muitas vezes vale cada felino abatido.
As vezes analiso tanto os outros, que me coloco em segundo plano. Quando aluno, nunca fui de gostar de coordenadores, e hoje estou do outro lado. No entanto, preciso relembrar a mim mesmo que não estou reproduzindo o que vi enquanto discente.
Busco diariamente o tão sonhado "diálogo", que tantas vezes li nos textos da Universidade, mas que na prática de muitos educadores, fica só nos textos e nas teorias acadêmicas. Além do diálogo, outra meta é conseguir uma relação mais próxima possível da amizade, uma vez que ela é conseqüência da identificação, no mais singelo aspecto, entre os sujeitos. A amizade gera um respeito sem ser imposto, natural, por isso é tão importante.
As vezes paro e reflito sobre minhas práticas, e penso se estou obtendo êxito. Nessa hora sou muito duro comigo mesmo. Mas no momento que vejo a satisfação no rosto de alguns só em me ver, quando me procuram para apenas conversar feito amigos, ou buscam meu ombro para chorarem suas frustrações... isso me faz crer que estou conseguindo, sim, alcançar algumas metas.
Trabalhar na educação é isso: temos que matar um leão por dia, mas a recompensa muitas vezes vale cada felino abatido.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Humor Negro?
Dia desses, estava eu sem nada para fazer durante a madrugada, então decidi olhar umas comunidades atrás de algo engraçado ou interessante. Como os nerds passam a madrugada (na verdade, o dia todo) na internet, a comunidade Humor Negro estava bem movimentada. Seguro o control e saio abrindo quase todos os tópicos. Vou olhando um por um e poucos tópicos são engraçados, até que acho um tópico entitulado de "Jesus". O tópico era recheado de imagens, algumas eu apenas ria, outras eu ria e salvava as imagens, até que... começou uma enorme discussão na comunidade! Os bastardos ficaram indignados com o teor das piadas! Achei aquilo o retrato fiel desse tipo de gente: ficam indignados com piadas contra suas mitologias, mas não se comovem de forma alguma com a desgraça alheia. Nenhum deles se sente minimamente incomodado, pelo contrário, até riem das piadas extremamente comuns na comunidade, entre elas, racismo, fome na áfrica, tragédias naturais e desgraça alheia. Humor negro é bacana mas quando não é conosco, é isso? Essa gente é realmente MUITO estranha.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Ah, a educação...
Era 18:45 da noite, eu e duas colegas rumávamos ao bairro de Felipe Camarão, para enfim aplicar nosso projeto de educação sexual!
No caminho, muita conversa e muitos planos. Uma delas se dizia satisfeita por ter dado uma geladeira para uma parente, que nunca teve uma. Essa mesma parente já teve televisões, curioso não?
Ao chegar a escola, a decepção: estava fechada! Apenas um porteiro indignado por não saber de nada. Nossa educação parece assim: sem funcionamento e sem ninguém para dar conta de alguma coisa...
Quando tudo parecia perdido, apareceu outra escola no mesmo bairro. Fomos e deu tudo certo. Os alunos mostraram bastante interesse, e participaram bastante. Uma das alunas sempre argumentava com o que aprendia através das novelas, o que reforça minha idéia de que os meios de comunicação não podem ser ignorados em sala de aula.
Enfim, a experiência só reconfirmou minha visão sobre a educação: algo muito, mas muito doido! e talvez por isso, eu goste tanto dela, e me sinta tão atraído pela sua causa.
No caminho, muita conversa e muitos planos. Uma delas se dizia satisfeita por ter dado uma geladeira para uma parente, que nunca teve uma. Essa mesma parente já teve televisões, curioso não?
Ao chegar a escola, a decepção: estava fechada! Apenas um porteiro indignado por não saber de nada. Nossa educação parece assim: sem funcionamento e sem ninguém para dar conta de alguma coisa...
Quando tudo parecia perdido, apareceu outra escola no mesmo bairro. Fomos e deu tudo certo. Os alunos mostraram bastante interesse, e participaram bastante. Uma das alunas sempre argumentava com o que aprendia através das novelas, o que reforça minha idéia de que os meios de comunicação não podem ser ignorados em sala de aula.
Enfim, a experiência só reconfirmou minha visão sobre a educação: algo muito, mas muito doido! e talvez por isso, eu goste tanto dela, e me sinta tão atraído pela sua causa.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Cidadão natalense...
Não nego que nasci nessa terra, sou tão inconstante quando a areia das dunas...
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